Petrobras reduz preço da gasolina para distribuidoras em 5,2%

A Petrobras anunciou, nesta segunda-feira (26), que reduzirá seus preços de venda de “gasolina A” para as distribuidoras em 5,2% a partir desta terça-feira (27/1). Assim, o preço médio de venda da empresa para as distribuidoras será de R$ 2,57 por litro, o que representa uma redução de R$ 0,14 por litro. É a primeira redução do valor do combustível em 2026.

Desde dezembro de 2022, os preços de gasolina para as distribuidoras foram reduzidos em R$ 0,50/litro. Considerando a inflação do período, essa redução equivale a 26,9%.

Na nota em que anunciou a redução no preço da gasolina, a Petrobras também se pronunciou sobre o preço do diesel. “Para o diesel, neste momento, a Petrobras está mantendo seus preços de venda para as companhias distribuidoras. Desde dezembro de 2022, a redução acumulada nos preços de diesel para as companhias distribuidoras, considerando a inflação, é de 36,3%”, afirmou a companhia na nota.

A redução no preço da gasolina tem relação com a defasagem acumulada em comparação aos valores praticados no exterior.

O último recuo no preço da gasolina foi realizado em outubro do ano passado. À época, a Petrobras diminuiu em 4,9% o valor cobrado pelo produto. A retração no preço por litro foi de R$ 0,14.

O preço médio de revenda da gasolina comum no Brasil ficou em R$ 6,32 de 11 a 17 de janeiro de 2026, conforme indicam os dados pesquisados pela Agência Nacional de Petróleo (ANP). O preço, no entanto, variava de R$ 5,09 a R$ 9,29.

No período, a gasolina aditivada custava, em média, R$ 6,55. O preço, no entanto, variava de R$ 5,49 a R$ 9,69. O valor médio praticado no Brasil pesquisado pela ANP mais recente, referente ao período de 18 a 24 de janeiro deste ano, será divulgado nesta segunda.

A redução anunciada pela Petrobras não significa, necessariamente, queda imediata nos preços cobrados nos postos. Isso porque o valor final ao consumidor depende de outros componentes, como tributos estaduais e federais, margens de distribuição e revenda, além dos custos logísticos de cada região.

Lula lidera todos os cenários em primeira pesquisa de 2026

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) se mantém firme na busca da reeleição para o seu quarto mandato. O petista lidera todos os cenários simulados na primeira pesquisa eleitoral de 2026 feita pelo instituto AtlasIntel, parceiro do Grupo A TARDE, divulgada nesta quarta-feira, 21, que mede a intenção de votos dos candidatos na corrida ao Palácio do Planalto.

No primeiro cenário mais ampliado com Lula, Flávio Bolsonaro (PL) e Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP), o petista leva a melhor com larga vantagem. Enquanto o presidente tem 48,4%, o senador aparece com 28% e o governador de São Paulo com 11%.

Na segunda simulação, Lula tem 48%, enquanto Flávio aparece com 35%. Em seguida surgem o governador de Goiás Ronaldo Caiado (União Brasil) com 4,3%, o empresário Renan Santos (Missão) com 3,4%, os governadores do Paraná Ratinho Jr. (PSD) e de Minas Gerais Romeu Zema (Novo) empatados com 2,8% e por fim Aldo Rebelo (DC) com 1%. Votos brancos ou nulos representaram 1,5% das respostas dos entrevistados e aqueles que não souberam em quem votar somaram 0,4%.

Em mais um cenário, na qual o governador de São Paulo substitui o senador, a vantagem de Lula aumenta. O presidente tem 48,5% e Tarcísio 28,4%. Completam a lista, Caiado (5%), Ratinho Jr. (3,9%), Zema (3,9%), Renan (3,2%) e Aldo(1,1%). Brancos e nulos foram 5% e 1,1% não souberam em quem votar.

No quarto cenário, com Michelle Bolsonaro (PL), no lugar de Flávio e Tarcísio, Lula aparece com 48,2% das intenções de voto. Michelle tem 30,9%, seguida de Caiado (11,3%), Renan (3,9%), o governador do Rio Grande so Sul, Eduardo Leite (PSD) que pontua com 1,7% e Aldo Rebelo encerra a lista com 0,7%. Brancos e nulos foram 2,8% e aqueles que não souberam 0,5%.

Quando a disputa exclui os nomes de integrantes da família Bolsonaro e de Tarcísio, Lula lidera isolado com 48%, seguido de Caiado (15,2%), Zema (11,4%), Ratinho Jr. (9,4%) , Renan (3,9%) e Aldo (1%). Votos brancos ou nulos representaram 8,1% e 2,2% disseram não saber em quem votar.

O instituto também questionou os eleitores em que eles votariam se os candidatos fossem os mesmos da eleição de 2022. Neste recorte, Lula lidera com 46,4%, seguido do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) com 43,4%, o ex-governador do Ceará Ciro Gomes (PDT) com 3,2%, e a atual ministra do Planejamento Simone Tebet (MDB) com 2,3%.

Atualmente, Bolsonaro cumpre pena de 27 anos e 3 meses de prisão por envolvimento na tentativa de golpe de Estado após as últimas eleições presidenciais e está inelegível.

No quesito rejeição, quem lidera é Jair Bolsonaro com 50%, seguido de Lula, com 49,7%. O terceiro nome mais rejeitado é o de Flávio (47,4%). Na lista de 13 nomes, Michele é a quinta mais rejeitada (44,9%), enquanto Tarcísio é o nono (41,1%). O menos rejeitado é o ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT) com apenas 36,9%.

A Atlas/Intel ouviu 5.418 pessoas entre 15 e 20 de janeiro. A margem de erro da pesquisa é de 1 p.p. para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. A metodologia utilizada foi a de Recrutamento digital aleatório (Atlas RDR). O levantamento foi registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-02804/2026.

2º turno

Em um eventual 2º turno, Lula também venceria todos os adversários. A diferença de votos varia entre 4 p.p. e 25 p.p.. Confira os números:

  • Cenário 1

Lula: 49%

Jair Bolsonaro: 45%

  • Cenário 2

Lula: 49%

Tarcísio de Freitas: 45%

  • Cenário 3

Lula: 49%

Flávio Bolsonaro: 45%

  • Cenário 4

Lula: 49%

Michelle Bolsonaro: 45%

  • Cenário 5

Lula: 49%

Ronaldo Caiado: 39%

  • Cenário 6

Lula: 49%

Romeu Zema: 39%

  • Cenário 7

Lula: 49%

Ratinho Jr.: 39%

  • Cenário 8

Lula: 49%

Eduardo Leite: 23%

Haddad surpreende

A pesquisa da Atlas/Intel mostra que o chefe da equipe econômica do governo Lula também tem um bom desempenho na disputa. De acordo com o levantamento, Fernando Haddad venceria tanto Flávio Bolsonaro, quanto Tarcísio de Freitas.

No primeiro cenário, Haddad tem 41,5% contra 35,4% de Flávio. Em seguida aparecem Ronaldo Caiado (5,2%), Renan Santos (3,4%), Romeu Zema (3,3%), Eduardo Leite (2,6%) e Aldo Rebelo (1,1%).

Na segunda simulação, o ministro aparece com 42%, seguido de Tarcísio que tem 28,9%, Ronaldo Caiado com 5%, Ratinho Jr. 4,9%, Romeu Zema com 3,8%, Renan Santos com 3,6% e Aldo Rabelo 0,7%.

Bolsonaro pediu a Deus para morrer, revela Michelle

A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) revelou, nesta quarta-feira, 7, que viu o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) pedir a Deus, por três vezes, para morrer. A declaração ocorreu em coletiva de imprensa.

Segundo Michelle, que voltou a pedir a transferência do marido para o regime de prisão domiciliar, Bolsonaro “já acostumou” a viver com dores desde a facada durante o ato de campanha nas eleições de 2018. A dirigente do PL Mulher relatou que o ‘pedido divino’ do ex-presidente ocorreu em uma das internações.

“O Jair é uma pessoa que já acostumou a conviver com a dor, desde 2018. Eu vi por três vezes dentro do hospital, eu vi ele pedindo para Deus levar ele, porque ele não aguentava dor que ele estava sentindo por conta do intestino. Ele já está nessa zona de sofrimento”, disparou Michelle.

Michelle pediu, mais uma vez, durante a coletiva, para que o Justiça transfira Bolsonaro para o regime domiciliar, sob a alegação de que o ex-presidente possui comorbidades que necessitam de atendimento.

“Não tem justificativa para ele está preso. Meu marido tem outras comorbidades que falam que ele precisa desse acompanhamento”, apelou Michelle Bolsonaro.

Morador da Zona rural de Teofilândia reclama da demora no abastecimento de água por caminhão-pipa

Um morador da comunidade rural de Samambaia, conhecido como Robinho, divulgou um vídeo nas redes sociais reclamando da demora na entrega de água por meio do caminhão-pipa na localidade.

Nas imagens, que começaram a circular recentemente nas redes sociais, o morador mostra o tanque de armazenamento quase vazio e relata dificuldades enfrentadas pela família devido à falta de água. Segundo ele, a situação já foi comunicada à Prefeitura de Teofilândia, que teria informado que o caminhão-pipa estaria em manutenção.

No entanto, Robinho afirma que a manutenção estaria demorando mais do que o esperado. Ainda no vídeo, ele relata que o próprio tanque de água chegou a apresentar rachaduras, atribuindo o problema à exposição prolongada ao sol e à demora no reabastecimento. Assista ao vídeo clicando aqui.

Ao final do registro, o morador faz um apelo para que o vídeo seja divulgado nas redes sociais, com o objetivo de chamar a atenção das autoridades e agilizar a normalização do fornecimento de água para a comunidade.

Até o momento, não há informação oficial sobre quando o abastecimento será regularizado. O espaço segue aberto para que a Prefeitura de Teofilândia se manifeste sobre o caso.

Em nota, a Prefeitura informou que o abastecimento por carro-pipa segue critérios técnicos e uma lista organizada por ordem de solicitação, conforme a disponibilidade do serviço e a necessidade de cada localidade. Segundo a coordenação de abastecimento, não há registro de pedido formal feito pelo cidadão citado no vídeo, o que descaracteriza a alegação de solicitação pendente.

Ainda conforme a gestão municipal, foi constatado que Robinho não reside no imóvel mostrado, possuindo residência no município de Araci. O imóvel filmado pertence a outra pessoa, que também não mora atualmente no local, o que, segundo a prefeitura, não configura demanda residencial ativa.

Bolsonaro retorna ao centro cirúrgico após novo episódio de crise de soluços, anuncia Michelle

Foto: Isac Nóbrega / PR

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) retornou ao centro cirúrgico após um novo episódio de crise de soluços nesta terça-feira (30). Ele está internado no Hospital DF Star, em Brasília, desde o dia 24 de dezembro e, desde então, já passou por três procedimentos cirúrgicos para conter os soluços constantes persistentes.

O reencaminhamento do ex-presidente ao centro de intervenções foi anunciado pela ex-primeira-dama, Michelle Bolsonaro, em publicação nas redes sociais. Segundo ela, Jair Bolsonaro retornou a ter as crises de soluço durante a manhã desta terça, por volta das 10h, um dia após ele passar pelo procedimento de bloqueio do nervo frênico na tentativa de conter os soluços.

“Meu amor apresentou quadro de soluços às 10h, que não cessaram até o momento. Diante isso, a equipe médica optou pela realização de um reforço no bloqueio do nervo frênico. Ele acaba de ser encaminhado ao centro cirúrgico. Seguimos enfrentando dias difíceis e contamos com as orações de todos”, afirmou Michelle.

Desde o dia 24 de dezembro, o ex-presidente está internado no DF Star. Ele deu entrada para fazer uma cirurgia de hérnia inguinal bilateral, realizada no dia seguinte sem intercorrências.

A cirurgia de hérnia foi autorizada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, após pedido da defesa.

No último sábado (27), Bolsonaro passou por cirurgia para o bloqueio do nervo frênico no lado esquerdo e nesta segunda realizou o procedimento do lado direito.

Teofilândia completa 421 dias sem registro de homicídios, segundo balanço da Polícia Militar

O levantamento do 16º BPM abrange cidades sob sua jurisdição e revela que, além de Lamarão, outras localidades atingiram marcas expressivas: Valente está há 457 dias sem homicídios, seguida por Teofilândia (421 dias), Biritinga (303 dias), Retirolândia (280 dias) e São Domingos (253 dias). As demais cinco cidades que integram a lista também ultrapassaram a marca dos cem dias, embora não tenham sido citadas individualmente no comunicado.

O balanço foi divulgado como parte de um informe sobre a redução de crimes letais intencionais na área de atuação do batalhão, que cobre 14 municípios no total. O comando da unidade não detalhou, no entanto, as estratégias ou fatores específicos que contribuíram para esses resultados, nem comentou sobre a situação nas outras três cidades que não atingiram a marca de 100 dias.

Arsenal dos bandidos ficou mais forte e mais novo após decretos pró-armas de Bolsonaro, diz estudo

Imagem meramente ilustrativa | Foto: Divulgação / Polícia Civil

A flexibilização promovida pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) no acesso a armas no Brasil alterou o perfil do armamento apreendido pelas polícias no Sudeste e impulsionou a modernização do arsenal dos criminosos, aponta estudo realizado pelo Instituto Sou da Paz. 

Intitulado “Arsenal do Crime: Análise do perfil das armas de fogo apreendidas no Sudeste”, o levantamento investigou 255,9 mil apreensões realizadas pelas polícias estaduais e pela Polícia Federal de 2018 a 2023. Os dados foram obtidos por meio da LAI (Lei de Acesso à Informação). 

A quantidade de armas apreendidas sofre queda contínua desde a aprovação do Estatuto do Desarmamento, diz o estudo. Houve reversão em 2023, quando a região registrou 37.994 ocorrências do gênero ante 36.370 do ano anterior. 

O ex-presidente está hoje preso na Superintendência da PF em Brasília, condenado no processo da trama golpista. 

A flexibilização do acesso a armas no Brasil foi promessa de campanha de Bolsonaro, que historicamente fez críticas ao Estatuto do Desarmamento e alegava que a medida permitia que as famílias se defendessem.

A mudança mais expressiva envolve pistolas 9 mm, cuja compra foi facilitada em norma editada por Bolsonaro em maio de 2019. 

Entre todas as apreensões de pistolas na região Sudeste, modelos 9 mm respondiam por 28,5% das ocorrências em 2018, um ano antes da flexibilização, percentual que saltou a 50,5% em 2023. Seu uso até então era restrito às polícias e às Forças Armadas. O presidente Lula (PT) revogou as normas do antecessor ao assumir o Planalto. Na ocasião, o petista chamou as medidas de “criminosos decretos de ampliação do acesso a armas e munições, que tanta insegurança e tanto mal causaram às famílias brasileiras”. 

O crescimento redesenha as características do arsenal clandestino, diz a pesquisa. Apreensões de revólveres caíram de 42,2%, em 2018, para 37,6%, em 2023, à medida que as de pistolas foram de 25,1% para 35,9% no mesmo período. 

Em São Paulo o padrão se repete. Ocorrências do gênero envolvendo pistolas saíram de 25,6% para 33,4% no primeiro e no último ano, respectivamente, enquanto a apreensão de revólveres caiu de 47,4% para 43,5%.

A participação das armas 9 mm no total de pistolas apreendidas no estado, enquanto isso, escalou de 8,4% para 37,2% no período analisado. Foram 273 apreensões no primeiro ano da série e 1.305 no último.

O levantamento aponta também que as armas apreendidas estão mais novas. Em 2018 houve 170 apreensões de modelos fabricados até dois anos antes da respectiva ocorrência, número que em 2023 chegou a 843 somente em território paulista. 

Para o instituto, o aumento “traz um indicativo forte de que armas recém-adquiridas no mercado legal estão migrando rapidamente para o universo criminal”. 

Fuzis também entram nessa conta: foram 4.444 apreensões no Sudeste, 910 das quais em São Paulo. O estado vem registrando aumento: os fuzis abrangiam 0,9% das apreensões em 2018 e em 2023 corresponderam a 1,5%. 

O número de armas artesanais no geral caiu durante período analisado.

O estudo diz que elas representam parte expressiva dos aparatos com maior poder de fogo, a exemplo do que ocorria em Santa Bárbara d’Oeste -onde uma fábrica clandestina foi fechada pela PF em operação que levou 11 pessoas a serem denunciadas neste ano. Investigações apontam que facções se utilizam desse tipo de fábrica para se armar. 

Um dos decretos de Bolsonaro permitiu que CACs (Caçadores, Atiradores Desportivos e Colecionadores) comprassem por ano até 5.000 munições para armas de uso liberado e mil para as de uso restrito, como fuzis ou carabinas, por exemplo. O texto também foi revogado. 

“Eram quantidades absurdas, fora de qualquer razoabilidade, o que possibilitou esquemas de ‘laranjas'”, afirma o consultor sênior do Sou da Paz, Bruno Langeani, coordenador da pesquisa sobre o Sudeste. 

No ano passado, relatório do TCU (Tribunal de Contas da União) mostrou que 2.579 pessoas mortas estavam registradas como CACs. Na ocasião, de acordo com o relatório do órgão, 9.387 pessoas com mandados de prisão estavam com o registro ativo para possuir armas. Outros 19.479 tinham processos de execução penal em aberto.

Para Langeani, o levantamento “é um raio-x do mercado criminal” e revela também que as armas ilegais estão mais presentes nas casas dos brasileiros e são usadas tanto por organizações como por cidadãos comuns, em crimes patrimoniais. 

Em São Paulo, 31,8% das armas foram apreendidas em ambiente residencial, embora ocorrências em vias públicas sejam as mais frequentes. 

O levantamento diz também que “a malha rodoviária é um ponto relevante de apreensões, sugerindo que uma parcela significativa estava em trânsito, inclusive para o Rio de Janeiro ou estados do Nordeste”.
 

A capital paulista lidera as dez cidades paulistas com mais apreensões em números absolutos, com 14.842 armas capturadas de 2018 a 2023, mas não entra no ranking se considerados índices proporcionais, à frente do qual está Guaratinguetá.

Com 121 mil habitantes e 380 armas apreendidas no período, o município registrou 312,2 armas capturadas a cada cem mil habitantes, maior índice do estado, segundo a pesquisa. 

A PM concentra 72% das 68.204 apreensões em São Paulo, percentual bastante superior aos 14,9% que registra a Polícia Civil, diferença que mostra fragilidades na política de segurança, diz Langeani. 

“O estado não tem nenhuma delegacia especializada para combater tráfico de armas nem um trabalho de fiscalização específico contra grupos vulneráveis.” 

EX-PRESIDENTE ALEGOU DEFENDER LIBERDADE

Quando assinou os primeiros decretos flexibilizando as regras para armas, logo ao assumir o governo, Bolsonaro afirmou que a medida devolvia à população a vontade de decidir. “Por muito tempo, coube ao Estado determinar quem tinha ou não direito de defender a si mesmo, à sua família e à sua propriedade”, declarou na ocasião. 

Mais tarde, afirmou que armar a população poderia evitar golpes de Estado. “Nossa vida tem valor, mas tem algo com muito mais valoroso do que a nossa vida, que é a nossa liberdade. Além das Forças Armadas, defendo o armamento individual para o nosso povo, para que tentações não passem na cabeça de governantes para assumir o poder de forma absoluta”, disse.

Na campanha de 2022, por sua vez, reafirmou as declarações e disse que armas garantem segurança às famílias e à soberania nacional. O instrumento, declarou, é “a garantia de que a nossa democracia será preservada”.

Preta Gil, Morango do Amor, Felca e Hytalo Santos: confira as principais buscas dos brasileiros no Google em 2025

A cantora Preta Gil, que morreu em julho deste ano em decorrência de complicações de um câncer no intestino, está na lista das maiores buscas do ano por brasileiros no Google em 2025. 

A plataforma divulgou na última quinta-feira (4), a retrospectiva que indica as principais buscas dos brasileiros no Google com alguns termos, como o “Quanto custa?”, “Quem é?”, “Por que?” e “O que é?”, além das trends, músicas, shows, receitas, personalidades, TVs e séries e filmes.

O nome de Preta aparece em terceiro lugar nas principais buscas no geral. Já no tópico mortes, a filha de Gilberto Gil foi a principal busca do ano na plataforma. O nome da artista também aparece na pesquisa do “Quem é?”, em nono lugar com o “Quem é a mãe de Preta Gil?”.

Na lista de acontecimentos, o Oscar de Ainda Estou Aqui aparece em terceiro lugar nas buscas do público. Outro tópico que envolve a área de entretenimento pelas pessoas envolvidas é a Denúncia do Felca, um vídeo feito pelo youtuber que colaborou para a prisão de Hytalo Santos.


Entre as personalidades mais buscadas estão Fernanda Torres, em terceiro lugar, Hytalo Santos em quarto, Felca em quinto, Suzane von Ritchthofen em sexto, Léo Lins em sétimo, Elize Matsunaga em nono lugar e Virgínia Fonseca em décimo.



No tópico mortes, além de Preta Gil em primeiro lugar, o público pesquisou a morte de Ozzy Osbourne, Arlindo Cruz, Francisco Cuoco e Michelle Trachtenberg.

Sensação culinária de 2025, o Morango do Amor foi a receita mais buscada no Google pelos brasileiros, enquanto J.Eskine pontuou três vezes nas músicas mais buscadas com trechos do Resenha do Arrocha.

Os usuários do Google ainda pesquisaram o por que de MC Poze ter sido preso, Oruam ter sido preso, Tati Machado ter perdido o bebê e Tony Ramos saindo da novela Dona de Mim.


Outra curiosidade do público foi saber quem era o mascarado da novela A Viagem, além de querer saber quem é Felca, Hytalo Santos e a mulher de branco em Tieta.

O sergipano Natanzinho Lima aparece na busca do público interessado em saber quanto custa um show do fenômeno do arrocha.

Comissão do Congresso aprova verba extra a partidos estimada em R$ 160 mi para 2026

Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

A Comissão Mista de Orçamento do Congresso Nacional (CMO) aprovou, nesta quarta-feira (3), um aumento estimado em cerca de R$ 160 milhões para despesas dos partidos em 2026. A medida foi incluída na LDO (Lei de Diretrizes Orçamentárias), que ainda precisa passar pela votação do plenário nesta quinta-feira (4). 

No ano eleitoral de 2026, estão previstos cerca de R$ 1 bilhão para o fundo partidário, que financia despesas gerais das legendas, e mais R$ 4,9 bilhões para o fundo eleitoral, que banca as campanhas dos candidatos. 

A proposta enviada pelo governo federal para o fundo eleitoral era de R$ 1 bilhão, mas a CMO aprovou o aumento para R$ 4,9 bilhões em setembro. 

Nesta quarta, ao final da votação da LDO, a comissão decidiu aprovar um destaque proposto pelo deputado Luiz Carlos Motta (PL-SP) que beneficia os partidos e causa um impacto milionário aos cofres públicos. 

O adendo determina que o fundo partidário seja reajustado retroativamente, desde 2016, segundo a regra do arcabouço fiscal (que prevê aumento de até 2,5% acima da inflação ao ano).

O relator da LDO, deputado Gervásio Maia (PSB-PB), manifestou posição contrária. O deputado Bohn Gass (PT-RS) também votou contra. 

Questionado pela reportagem, Motta afirmou que não tinha uma estimativa do impacto da medida que propôs. Na votação, ele apenas argumentou que o aumento era de interesse de todos os parlamentares e partidos. 

De acordo com cálculos do relator, o valor seria de cerca de R$ 160 milhões. Maia disse ser contrário à medida “por considerar a realidade do país”. “São muitos milhões de reais para ampliar um fundo que cuida das despesas do dia a dia dos partidos. A gente precisa racionalizar o Orçamento e priorizar temas importantes. […] Isso vai custar muito caro para o bolso do contribuinte”, afirmou. 

“A gente precisa saber o que é prioridade para o país. Aumentar o fundo partidário, na minha concepção, não é prioridade. É um absurdo”, disse Maia. 

A LDO também traz uma obrigação expressa de que o governo Lula (PT) pague 65% das emendas parlamentares antes do início do período eleitoral, em 4 de julho de 2026. A regra vale para emendas individuais e de bancada para área da saúde e assistência social e para as emendas Pix.

Como mostrou a Folha de S.Paulo, o governo cedeu aos partidos do centrão ao aceitar escrever em lei o calendário de pagamento de emendas. O centrão diz ter votos para impor que 100% das emendas sejam pagas até o meio do ano, mas aceitou um acordo de 65% -o governo propunha 60%. 

Nesta quarta, ao aprovar a LDO, a CMO deu autorização expressa para o governo perseguir o piso inferior da meta de resultado primário em vez do centro. 

Sem esse dispositivo legal, o governo poderia precisar congelar um volume maior de despesas para cumprir as regras fiscais, o que poderia ter repercussão negativa para a atual gestão em pleno ano eleitoral. 

A meta fiscal de 2026 prevê um superávit de 0,25% do PIB (Produto Interno Bruto), o equivalente a um saldo positivo de R$ 34,3 bilhões. A margem de tolerência, porém, permite que o resultado efetivo seja zero. Além disso, há gastos que ficam fora das regras fiscais. No fim das contas, o saldo final das contas pode ser um déficit primário de R$ 23,3 bilhões.
 

Lula lidera todos os cenários e venceria eleição, segundo pesquisa

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) seria reeleito para o seu quarto mandato se as eleições fossem no próximo domingo, 7. É o que aponta a pesquisa AtlasIntel/Bloomberg divulgada nesta terça-feira, 2.

Segundo o levantamento, o petista venceria em todos os cenários simulados. Quando os adversários são os mesmos do pleito de 2022, Lula aparece com 45,7%, seguido de Jair Bolsonaro (PL) com 44,8%, Simone Tebet (MDB) 2,9% e Ciro Gomes (PDT) com 2,8%. Atualmente, Bolsonaro cumpre pena de 27 anos e 3 meses de prisão por envolvimento na tentativa de golpe de Estado após as últimas eleições presidenciais e está inelegível.

Em um segundo cenário, contra o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), o petista pontua com 48,4% , enquanto o aliado do ex-presidente aparece com 32,5%, e o terceiro lugar é o governador de Goiás Ronaldo Caiado (União Brasil) com 5,7%.

No terceiro cenário, em simulação contra a ex-premeira dama Michelle Bolsonaro (PL), mas sem Tarcísio, Lula venceria por 48,7% contra 28,6%. Caiado aparece com 9,4%. Em simulação com Flávio Bolsonaro (PL), Lula estaria acima com 47,3% contra 23,1% do filho do ex-presidente. Caiado seria o 3º lugar com 10,2% e Ratinho Jr. teria 7,2%. Em cenário sem um nome direto ligado a Bolsonaro, Lula lidera com 48,5%, seguido por Caiado (16,9%) e Ratinho Jr. (12,6%).

Segundo turno – Em cenários hipotéticos de segundo turno, Lula tem vantagem contra todos os adversários. Contra Bolsonaro, Lula venceria por 49% contra 47%. Os mesmos valores são observados na simulação de Lula contra Tarcísio de Freitas e Michelle Bolsonaro.

Em dois cenários, contra o governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo) e Ronaldo Caiado há projeções idênticas: Lula teria 49% dos votos, contra 41% dos governadores em cada um dos casos. No caso de Ratinho Jr. (PSD) a diferença é de 49% para Lula e 40% para o governador do Paraná. Em cenário contra o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSD), Lula venceria por 47% contra 28%.

Para chegar ao resultado, a AtlasIntel ouviu 5.510 pessoas entre os dias 22 e 27 de novembro de 2025, por meio de Recrutamento digital aleatório (Atlas RDR). A margem de erro é 1 p.p. para mais ou para menos, com margem de confiança de 95%.

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