Não deu para o Brasil: Indicado a 4 categorias no Oscar, “O Agente Secreto” deixa premiação sem troféus

Por Bianca Andrade | Bahia Notícias

O ano de 2026 parecia promissor para o Brasil na 98ª edição do Oscar, e em meio a tantas apostas dos veículos especializados em cinema, ao menos uma estatueta viria para solo brasileiro neste domingo (15).

No entanto, a previsão nublada feita pelos especialistas na última semana se confirmou, e o Brasil deixou a premiação sem um troféu para chamar de seu.

Indicado a cinco categorias, sendo quatro com apenas uma produção, o Brasil acabou sem estatuetas no Oscar 2026. “O Agente Secreto”, de Kleber Mendonça Filho, perdeu na categoria Melhor Filme para “Uma Batalha Após A Outra”. Na disputa de Melhor Ator, o prêmio ficou com Michael B. Jordan, enquanto o Oscar de Melhor Filme Internacional foi para o norueguês “Valor Sentimental”. O longa também concorreu em Melhor Elenco, vencido por “Uma Batalha Após A Outra”.

O Brasil também foi superado em Melhor Fotografia, categoria na qual o paulista Adolpho Veloso poderia levar o prêmio pelo trabalho em “Sonhos de Trem”, produção da Netflix, que acabou sendo conquistada pela diretora Autumn Durald, do filme “Pecadores”.

Com indicações inéditas, como a de Wagner Moura a categoria de Melhor Ator, era esperado uma estatueta para o país, especialmente após o bom ano do cinema brasileiro, conquistando mais de 50 prêmios internacionais com a produção de Kleber Mendonça Filho.

 expectativa era de que ao menos o troféu de Melhor Filme Internacional, conquistado por Ainda Estou Aqui em 2025, viesse para o país, repetindo a dose do ano passado. No entanto, o longa foi derrotado por um dos favoritos dos críticos.

SOBRE O AGENTE SECRETO
Com estreia mundial no Festival de Cannes em maio de 2025, o longa de Kleber Mendonça Filho fez história para a indústria brasileira já no seu primeiro final de semana de exibição.

A produção deu ao país o prêmio inédito de melhor interpretação masculina com Wagner Moura pelo papel como Marcelo na trama. O longa deu ainda ao diretor Kleber Mendonça Filho o troféu de melhor direção.

‘O Agente Secreto’ se passa em Recife, em 1977, e explora as tensões políticas da época da ditadura militar brasileira. Na produção, Moura vive Marcelo, um especialista em tecnologia, que foge de um passado misterioso e volta ao Recife em busca de paz, mas descobre que o destino escolhido não é exatamente o refúgio que procurava.

Além de Wagner Moura, destaque na produção, o filme tem no elenco Maria Fernanda Cândido, Gabriel Leone, Alice Carvalho, Italo Martins, Thomas Aquino, Udo Kier, João Vitor Silva, Hermila Guedes, Licínio Januário, Isabél Zua e mais.  O longa começou a ser rodado em janeiro de 2024 e foi totalmente produzido em 16 meses.

Nos cinemas brasileiros, o longa estreou em novembro e também entrou para a história como a 5ª maior bilheteria do país desta década. Desde a estreia no Brasil, o filme soma 2,36 milhões de espectadores, ultrapassando R$ 50 milhões em arrecadação no Brasil.

Desemprego sobe de 5,1% para 5,4% em janeiro, mas contingente de trabalhadores ocupados bate recorde histórico

A taxa de desemprego no Brasil, medida no trimestre novembro-dezembro-janeiro, atingiu 5,4%. O resultado ficou acima do recorde de 5,1% obtido no trimestre anterior (outubro-novembro-dezembro), mas foi o menor índice registrado para o período desde 2012. 

Esse e outros resultados estão na Pnad Contínua (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua) divulgada nesta quinta-feira (5) pelo IBGE. O estudo revela o nível da desocupação no país. 

O estudo revela que a população ocupada no Brasil no trimestre encerrado em janeiro deste ano chegou a 102,7 milhões, o maior contingente da série histórica da Pnad Contínua, ficando estável no trimestre e com aumento de 1,7% (mais 1,7 milhões de pessoas) no ano. 

O nível da ocupação (percentual de pessoas ocupadas na população em idade de trabalhar) foi de 58,7%, com estabilidade no trimestre (58,8%). Em relação à desocupação, cerca de 5,9 milhões de pessoas estavam nesta situação no trimestre encerrado em janeiro de 2026.

Esse patamar, segundo o IBGE, é o menor contingente de desocupados da série histórica medida desde 2012. O resultado do período encerrado em janeiro ficou estável frente ao verificado no trimestre anterior, além de registrar redução de 17,1% na comparação anual, o que representa 1,2 milhão de pessoas desocupadas a menos de um ano para o outro.

Outro dado apurado pelo IBGE foi o rendimento real habitual de todos os trabalhos, que chegou a R$ 3.652, o mais alto da série histórica, com aumento de 2,8% no trimestre e de 5,4% no ano. A massa de rendimento real habitual (R$ 370,3 bilhões), que também registrou recorde, cresceu 2,9% no trimestre (mais R$ 10,5 bilhões) e 7,3% (mais R$ 25,1 bilhões) no ano.

Em relação à taxa de informalidade, que mede a proporção de trabalhadores informais na população ocupada, o IBGE apurou que ela foi de 37,5%, o menor patamar desde julho de 2020, equivalente a 38,5 milhões de trabalhadores informais. No trimestre móvel anterior, o percentual estava em 37,8% e no mesmo trimestre de 2024 em 38,4%. 

Outro dado verificado pela Pnad Contínua revela o número de empregados no setor privado com carteira assinada (exclusive trabalhadores domésticos), que foi de 39,4 milhões no trimestre encerrado em janeiro. Houve estabilidade no trimestre e alta de 2,1% (mais 800 mil pessoas) no ano. Por outro lado, o total empregados sem carteira no setor privado (13,4 milhões) ficou estável no trimestre e no ano.

Já o contingente de trabalhadores por conta própria (26,2 milhões) ficou estável no trimestre e aumentou 3,7% no ano (mais 927 mil pessoas). Também o número de trabalhadores domésticos (5,5 milhões) mostrou estabilidade no trimestre e redução de 4,5% no ano (menos 257 mil pessoas). 

Série B do Campeonato Brasileiro muda formato e terá playoffs para definir acessos

O Conselho Técnico da Série B do Campeonato Brasileiro definiu, nesta quinta-feira (5), a mudança do regulamento da segunda divisão do torneio. A partir desta temporada, algumas das vagas de acesso para a Série A serão disputadas através de playoffs. 

Foi decidido que apenas o 1º e o 2º colocados vão garantir as vagas diretas de acesso. Enquanto isso, os clubes que estiverem em 3º, 4º, 5º e 6º vão duelar entre si, com partidas de ida e volta. O cruzamento acontecerá entre: 3º e 6º e 4º e 5º.

Além do novo formato, as datas para a fase da competição serão entre 21 e 28 de novembro, final da temporada da Série B do Brasileirão. Já o início do torneio está marcado para o dia 21 de março, e seguirá de forma simultânea no meio do ano, durante a Copa do Mundo de 2026.

Petrobras reduz preço da gasolina para distribuidoras em 5,2%

A Petrobras anunciou, nesta segunda-feira (26), que reduzirá seus preços de venda de “gasolina A” para as distribuidoras em 5,2% a partir desta terça-feira (27/1). Assim, o preço médio de venda da empresa para as distribuidoras será de R$ 2,57 por litro, o que representa uma redução de R$ 0,14 por litro. É a primeira redução do valor do combustível em 2026.

Desde dezembro de 2022, os preços de gasolina para as distribuidoras foram reduzidos em R$ 0,50/litro. Considerando a inflação do período, essa redução equivale a 26,9%.

Na nota em que anunciou a redução no preço da gasolina, a Petrobras também se pronunciou sobre o preço do diesel. “Para o diesel, neste momento, a Petrobras está mantendo seus preços de venda para as companhias distribuidoras. Desde dezembro de 2022, a redução acumulada nos preços de diesel para as companhias distribuidoras, considerando a inflação, é de 36,3%”, afirmou a companhia na nota.

A redução no preço da gasolina tem relação com a defasagem acumulada em comparação aos valores praticados no exterior.

O último recuo no preço da gasolina foi realizado em outubro do ano passado. À época, a Petrobras diminuiu em 4,9% o valor cobrado pelo produto. A retração no preço por litro foi de R$ 0,14.

O preço médio de revenda da gasolina comum no Brasil ficou em R$ 6,32 de 11 a 17 de janeiro de 2026, conforme indicam os dados pesquisados pela Agência Nacional de Petróleo (ANP). O preço, no entanto, variava de R$ 5,09 a R$ 9,29.

No período, a gasolina aditivada custava, em média, R$ 6,55. O preço, no entanto, variava de R$ 5,49 a R$ 9,69. O valor médio praticado no Brasil pesquisado pela ANP mais recente, referente ao período de 18 a 24 de janeiro deste ano, será divulgado nesta segunda.

A redução anunciada pela Petrobras não significa, necessariamente, queda imediata nos preços cobrados nos postos. Isso porque o valor final ao consumidor depende de outros componentes, como tributos estaduais e federais, margens de distribuição e revenda, além dos custos logísticos de cada região.

Lula lidera todos os cenários em primeira pesquisa de 2026

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) se mantém firme na busca da reeleição para o seu quarto mandato. O petista lidera todos os cenários simulados na primeira pesquisa eleitoral de 2026 feita pelo instituto AtlasIntel, parceiro do Grupo A TARDE, divulgada nesta quarta-feira, 21, que mede a intenção de votos dos candidatos na corrida ao Palácio do Planalto.

No primeiro cenário mais ampliado com Lula, Flávio Bolsonaro (PL) e Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP), o petista leva a melhor com larga vantagem. Enquanto o presidente tem 48,4%, o senador aparece com 28% e o governador de São Paulo com 11%.

Na segunda simulação, Lula tem 48%, enquanto Flávio aparece com 35%. Em seguida surgem o governador de Goiás Ronaldo Caiado (União Brasil) com 4,3%, o empresário Renan Santos (Missão) com 3,4%, os governadores do Paraná Ratinho Jr. (PSD) e de Minas Gerais Romeu Zema (Novo) empatados com 2,8% e por fim Aldo Rebelo (DC) com 1%. Votos brancos ou nulos representaram 1,5% das respostas dos entrevistados e aqueles que não souberam em quem votar somaram 0,4%.

Em mais um cenário, na qual o governador de São Paulo substitui o senador, a vantagem de Lula aumenta. O presidente tem 48,5% e Tarcísio 28,4%. Completam a lista, Caiado (5%), Ratinho Jr. (3,9%), Zema (3,9%), Renan (3,2%) e Aldo(1,1%). Brancos e nulos foram 5% e 1,1% não souberam em quem votar.

No quarto cenário, com Michelle Bolsonaro (PL), no lugar de Flávio e Tarcísio, Lula aparece com 48,2% das intenções de voto. Michelle tem 30,9%, seguida de Caiado (11,3%), Renan (3,9%), o governador do Rio Grande so Sul, Eduardo Leite (PSD) que pontua com 1,7% e Aldo Rebelo encerra a lista com 0,7%. Brancos e nulos foram 2,8% e aqueles que não souberam 0,5%.

Quando a disputa exclui os nomes de integrantes da família Bolsonaro e de Tarcísio, Lula lidera isolado com 48%, seguido de Caiado (15,2%), Zema (11,4%), Ratinho Jr. (9,4%) , Renan (3,9%) e Aldo (1%). Votos brancos ou nulos representaram 8,1% e 2,2% disseram não saber em quem votar.

O instituto também questionou os eleitores em que eles votariam se os candidatos fossem os mesmos da eleição de 2022. Neste recorte, Lula lidera com 46,4%, seguido do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) com 43,4%, o ex-governador do Ceará Ciro Gomes (PDT) com 3,2%, e a atual ministra do Planejamento Simone Tebet (MDB) com 2,3%.

Atualmente, Bolsonaro cumpre pena de 27 anos e 3 meses de prisão por envolvimento na tentativa de golpe de Estado após as últimas eleições presidenciais e está inelegível.

No quesito rejeição, quem lidera é Jair Bolsonaro com 50%, seguido de Lula, com 49,7%. O terceiro nome mais rejeitado é o de Flávio (47,4%). Na lista de 13 nomes, Michele é a quinta mais rejeitada (44,9%), enquanto Tarcísio é o nono (41,1%). O menos rejeitado é o ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT) com apenas 36,9%.

A Atlas/Intel ouviu 5.418 pessoas entre 15 e 20 de janeiro. A margem de erro da pesquisa é de 1 p.p. para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. A metodologia utilizada foi a de Recrutamento digital aleatório (Atlas RDR). O levantamento foi registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-02804/2026.

2º turno

Em um eventual 2º turno, Lula também venceria todos os adversários. A diferença de votos varia entre 4 p.p. e 25 p.p.. Confira os números:

  • Cenário 1

Lula: 49%

Jair Bolsonaro: 45%

  • Cenário 2

Lula: 49%

Tarcísio de Freitas: 45%

  • Cenário 3

Lula: 49%

Flávio Bolsonaro: 45%

  • Cenário 4

Lula: 49%

Michelle Bolsonaro: 45%

  • Cenário 5

Lula: 49%

Ronaldo Caiado: 39%

  • Cenário 6

Lula: 49%

Romeu Zema: 39%

  • Cenário 7

Lula: 49%

Ratinho Jr.: 39%

  • Cenário 8

Lula: 49%

Eduardo Leite: 23%

Haddad surpreende

A pesquisa da Atlas/Intel mostra que o chefe da equipe econômica do governo Lula também tem um bom desempenho na disputa. De acordo com o levantamento, Fernando Haddad venceria tanto Flávio Bolsonaro, quanto Tarcísio de Freitas.

No primeiro cenário, Haddad tem 41,5% contra 35,4% de Flávio. Em seguida aparecem Ronaldo Caiado (5,2%), Renan Santos (3,4%), Romeu Zema (3,3%), Eduardo Leite (2,6%) e Aldo Rebelo (1,1%).

Na segunda simulação, o ministro aparece com 42%, seguido de Tarcísio que tem 28,9%, Ronaldo Caiado com 5%, Ratinho Jr. 4,9%, Romeu Zema com 3,8%, Renan Santos com 3,6% e Aldo Rabelo 0,7%.

Bolsonaro pediu a Deus para morrer, revela Michelle

A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) revelou, nesta quarta-feira, 7, que viu o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) pedir a Deus, por três vezes, para morrer. A declaração ocorreu em coletiva de imprensa.

Segundo Michelle, que voltou a pedir a transferência do marido para o regime de prisão domiciliar, Bolsonaro “já acostumou” a viver com dores desde a facada durante o ato de campanha nas eleições de 2018. A dirigente do PL Mulher relatou que o ‘pedido divino’ do ex-presidente ocorreu em uma das internações.

“O Jair é uma pessoa que já acostumou a conviver com a dor, desde 2018. Eu vi por três vezes dentro do hospital, eu vi ele pedindo para Deus levar ele, porque ele não aguentava dor que ele estava sentindo por conta do intestino. Ele já está nessa zona de sofrimento”, disparou Michelle.

Michelle pediu, mais uma vez, durante a coletiva, para que o Justiça transfira Bolsonaro para o regime domiciliar, sob a alegação de que o ex-presidente possui comorbidades que necessitam de atendimento.

“Não tem justificativa para ele está preso. Meu marido tem outras comorbidades que falam que ele precisa desse acompanhamento”, apelou Michelle Bolsonaro.

Morador da Zona rural de Teofilândia reclama da demora no abastecimento de água por caminhão-pipa

Um morador da comunidade rural de Samambaia, conhecido como Robinho, divulgou um vídeo nas redes sociais reclamando da demora na entrega de água por meio do caminhão-pipa na localidade.

Nas imagens, que começaram a circular recentemente nas redes sociais, o morador mostra o tanque de armazenamento quase vazio e relata dificuldades enfrentadas pela família devido à falta de água. Segundo ele, a situação já foi comunicada à Prefeitura de Teofilândia, que teria informado que o caminhão-pipa estaria em manutenção.

No entanto, Robinho afirma que a manutenção estaria demorando mais do que o esperado. Ainda no vídeo, ele relata que o próprio tanque de água chegou a apresentar rachaduras, atribuindo o problema à exposição prolongada ao sol e à demora no reabastecimento. Assista ao vídeo clicando aqui.

Ao final do registro, o morador faz um apelo para que o vídeo seja divulgado nas redes sociais, com o objetivo de chamar a atenção das autoridades e agilizar a normalização do fornecimento de água para a comunidade.

Até o momento, não há informação oficial sobre quando o abastecimento será regularizado. O espaço segue aberto para que a Prefeitura de Teofilândia se manifeste sobre o caso.

Em nota, a Prefeitura informou que o abastecimento por carro-pipa segue critérios técnicos e uma lista organizada por ordem de solicitação, conforme a disponibilidade do serviço e a necessidade de cada localidade. Segundo a coordenação de abastecimento, não há registro de pedido formal feito pelo cidadão citado no vídeo, o que descaracteriza a alegação de solicitação pendente.

Ainda conforme a gestão municipal, foi constatado que Robinho não reside no imóvel mostrado, possuindo residência no município de Araci. O imóvel filmado pertence a outra pessoa, que também não mora atualmente no local, o que, segundo a prefeitura, não configura demanda residencial ativa.

Bolsonaro retorna ao centro cirúrgico após novo episódio de crise de soluços, anuncia Michelle

Foto: Isac Nóbrega / PR

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) retornou ao centro cirúrgico após um novo episódio de crise de soluços nesta terça-feira (30). Ele está internado no Hospital DF Star, em Brasília, desde o dia 24 de dezembro e, desde então, já passou por três procedimentos cirúrgicos para conter os soluços constantes persistentes.

O reencaminhamento do ex-presidente ao centro de intervenções foi anunciado pela ex-primeira-dama, Michelle Bolsonaro, em publicação nas redes sociais. Segundo ela, Jair Bolsonaro retornou a ter as crises de soluço durante a manhã desta terça, por volta das 10h, um dia após ele passar pelo procedimento de bloqueio do nervo frênico na tentativa de conter os soluços.

“Meu amor apresentou quadro de soluços às 10h, que não cessaram até o momento. Diante isso, a equipe médica optou pela realização de um reforço no bloqueio do nervo frênico. Ele acaba de ser encaminhado ao centro cirúrgico. Seguimos enfrentando dias difíceis e contamos com as orações de todos”, afirmou Michelle.

Desde o dia 24 de dezembro, o ex-presidente está internado no DF Star. Ele deu entrada para fazer uma cirurgia de hérnia inguinal bilateral, realizada no dia seguinte sem intercorrências.

A cirurgia de hérnia foi autorizada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, após pedido da defesa.

No último sábado (27), Bolsonaro passou por cirurgia para o bloqueio do nervo frênico no lado esquerdo e nesta segunda realizou o procedimento do lado direito.

Teofilândia completa 421 dias sem registro de homicídios, segundo balanço da Polícia Militar

O levantamento do 16º BPM abrange cidades sob sua jurisdição e revela que, além de Lamarão, outras localidades atingiram marcas expressivas: Valente está há 457 dias sem homicídios, seguida por Teofilândia (421 dias), Biritinga (303 dias), Retirolândia (280 dias) e São Domingos (253 dias). As demais cinco cidades que integram a lista também ultrapassaram a marca dos cem dias, embora não tenham sido citadas individualmente no comunicado.

O balanço foi divulgado como parte de um informe sobre a redução de crimes letais intencionais na área de atuação do batalhão, que cobre 14 municípios no total. O comando da unidade não detalhou, no entanto, as estratégias ou fatores específicos que contribuíram para esses resultados, nem comentou sobre a situação nas outras três cidades que não atingiram a marca de 100 dias.

Arsenal dos bandidos ficou mais forte e mais novo após decretos pró-armas de Bolsonaro, diz estudo

Imagem meramente ilustrativa | Foto: Divulgação / Polícia Civil

A flexibilização promovida pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) no acesso a armas no Brasil alterou o perfil do armamento apreendido pelas polícias no Sudeste e impulsionou a modernização do arsenal dos criminosos, aponta estudo realizado pelo Instituto Sou da Paz. 

Intitulado “Arsenal do Crime: Análise do perfil das armas de fogo apreendidas no Sudeste”, o levantamento investigou 255,9 mil apreensões realizadas pelas polícias estaduais e pela Polícia Federal de 2018 a 2023. Os dados foram obtidos por meio da LAI (Lei de Acesso à Informação). 

A quantidade de armas apreendidas sofre queda contínua desde a aprovação do Estatuto do Desarmamento, diz o estudo. Houve reversão em 2023, quando a região registrou 37.994 ocorrências do gênero ante 36.370 do ano anterior. 

O ex-presidente está hoje preso na Superintendência da PF em Brasília, condenado no processo da trama golpista. 

A flexibilização do acesso a armas no Brasil foi promessa de campanha de Bolsonaro, que historicamente fez críticas ao Estatuto do Desarmamento e alegava que a medida permitia que as famílias se defendessem.

A mudança mais expressiva envolve pistolas 9 mm, cuja compra foi facilitada em norma editada por Bolsonaro em maio de 2019. 

Entre todas as apreensões de pistolas na região Sudeste, modelos 9 mm respondiam por 28,5% das ocorrências em 2018, um ano antes da flexibilização, percentual que saltou a 50,5% em 2023. Seu uso até então era restrito às polícias e às Forças Armadas. O presidente Lula (PT) revogou as normas do antecessor ao assumir o Planalto. Na ocasião, o petista chamou as medidas de “criminosos decretos de ampliação do acesso a armas e munições, que tanta insegurança e tanto mal causaram às famílias brasileiras”. 

O crescimento redesenha as características do arsenal clandestino, diz a pesquisa. Apreensões de revólveres caíram de 42,2%, em 2018, para 37,6%, em 2023, à medida que as de pistolas foram de 25,1% para 35,9% no mesmo período. 

Em São Paulo o padrão se repete. Ocorrências do gênero envolvendo pistolas saíram de 25,6% para 33,4% no primeiro e no último ano, respectivamente, enquanto a apreensão de revólveres caiu de 47,4% para 43,5%.

A participação das armas 9 mm no total de pistolas apreendidas no estado, enquanto isso, escalou de 8,4% para 37,2% no período analisado. Foram 273 apreensões no primeiro ano da série e 1.305 no último.

O levantamento aponta também que as armas apreendidas estão mais novas. Em 2018 houve 170 apreensões de modelos fabricados até dois anos antes da respectiva ocorrência, número que em 2023 chegou a 843 somente em território paulista. 

Para o instituto, o aumento “traz um indicativo forte de que armas recém-adquiridas no mercado legal estão migrando rapidamente para o universo criminal”. 

Fuzis também entram nessa conta: foram 4.444 apreensões no Sudeste, 910 das quais em São Paulo. O estado vem registrando aumento: os fuzis abrangiam 0,9% das apreensões em 2018 e em 2023 corresponderam a 1,5%. 

O número de armas artesanais no geral caiu durante período analisado.

O estudo diz que elas representam parte expressiva dos aparatos com maior poder de fogo, a exemplo do que ocorria em Santa Bárbara d’Oeste -onde uma fábrica clandestina foi fechada pela PF em operação que levou 11 pessoas a serem denunciadas neste ano. Investigações apontam que facções se utilizam desse tipo de fábrica para se armar. 

Um dos decretos de Bolsonaro permitiu que CACs (Caçadores, Atiradores Desportivos e Colecionadores) comprassem por ano até 5.000 munições para armas de uso liberado e mil para as de uso restrito, como fuzis ou carabinas, por exemplo. O texto também foi revogado. 

“Eram quantidades absurdas, fora de qualquer razoabilidade, o que possibilitou esquemas de ‘laranjas'”, afirma o consultor sênior do Sou da Paz, Bruno Langeani, coordenador da pesquisa sobre o Sudeste. 

No ano passado, relatório do TCU (Tribunal de Contas da União) mostrou que 2.579 pessoas mortas estavam registradas como CACs. Na ocasião, de acordo com o relatório do órgão, 9.387 pessoas com mandados de prisão estavam com o registro ativo para possuir armas. Outros 19.479 tinham processos de execução penal em aberto.

Para Langeani, o levantamento “é um raio-x do mercado criminal” e revela também que as armas ilegais estão mais presentes nas casas dos brasileiros e são usadas tanto por organizações como por cidadãos comuns, em crimes patrimoniais. 

Em São Paulo, 31,8% das armas foram apreendidas em ambiente residencial, embora ocorrências em vias públicas sejam as mais frequentes. 

O levantamento diz também que “a malha rodoviária é um ponto relevante de apreensões, sugerindo que uma parcela significativa estava em trânsito, inclusive para o Rio de Janeiro ou estados do Nordeste”.
 

A capital paulista lidera as dez cidades paulistas com mais apreensões em números absolutos, com 14.842 armas capturadas de 2018 a 2023, mas não entra no ranking se considerados índices proporcionais, à frente do qual está Guaratinguetá.

Com 121 mil habitantes e 380 armas apreendidas no período, o município registrou 312,2 armas capturadas a cada cem mil habitantes, maior índice do estado, segundo a pesquisa. 

A PM concentra 72% das 68.204 apreensões em São Paulo, percentual bastante superior aos 14,9% que registra a Polícia Civil, diferença que mostra fragilidades na política de segurança, diz Langeani. 

“O estado não tem nenhuma delegacia especializada para combater tráfico de armas nem um trabalho de fiscalização específico contra grupos vulneráveis.” 

EX-PRESIDENTE ALEGOU DEFENDER LIBERDADE

Quando assinou os primeiros decretos flexibilizando as regras para armas, logo ao assumir o governo, Bolsonaro afirmou que a medida devolvia à população a vontade de decidir. “Por muito tempo, coube ao Estado determinar quem tinha ou não direito de defender a si mesmo, à sua família e à sua propriedade”, declarou na ocasião. 

Mais tarde, afirmou que armar a população poderia evitar golpes de Estado. “Nossa vida tem valor, mas tem algo com muito mais valoroso do que a nossa vida, que é a nossa liberdade. Além das Forças Armadas, defendo o armamento individual para o nosso povo, para que tentações não passem na cabeça de governantes para assumir o poder de forma absoluta”, disse.

Na campanha de 2022, por sua vez, reafirmou as declarações e disse que armas garantem segurança às famílias e à soberania nacional. O instrumento, declarou, é “a garantia de que a nossa democracia será preservada”.

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